Cerca de 10 mil transplantes de córnea são realizados por ano no Brasil, a maioria na capital paulista. Mesmo assim, aproximadamente 24 mil pessoas aguardam numa lista de espera por um doador para ter a oportunidade de recuperar a visão e voltar a desempenhar as atividades de rotina.
Segundo a médica Maria Regina Chalita, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, o que dificulta as doações é a falta de informações. “Algumas pessoas acreditam que a idade avançada, doenças oculares, como o glaucoma, o astigmatismo e a miopia são fatores limitantes para a doação. Esses rótulos acabam afastando potenciais doadores”, explica Chalita.
Para a oftalmologista, entre os casos que podem ser corrigidos com o transplante de córnea estão ceratocone (doença genética que altera a curvatura corneana) e perda da visão provocada por traumas, perfurações, queimaduras químicas, infecções por herpes, além de distrofias, que causam embasamento da visão.
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